Londrina - Aos 14 anos, o adolescente João (nome fictício) enfrenta diariamente a rotina pesada de trabalho ao lado do tio, que é pedreiro e atualmente faz a reforma de um galpão em Londrina. ''Aqui eu faço a faxina, a pintura, coloquei as calhas e de vez em quando bato concreto na betoneira'', conta ele, que, nos últimos três anos acumula um histórico de abandono dos estudos.

Matriculado no sexto ano e com boas notas no boletim, o menino deixou a escola pela segunda vez, no início do ano, por problemas familiares. Pela segunda vez, também, está precocemente inserido no mundo do trabalho, o que, para os parentes, ''é melhor do que ficar na rua e não fazer nada''.

Todos os dias, João começa a trabalhar às 9 horas e vai para casa por volta das 16 horas. Pelo serviço prestado, recebe R$ 35 diários. Ele conta que quando pediu transferência na escola onde estudava tinha planos de se mudar para a casa do pai, em outro Estado. Como a mudança não deu certo, tentou retomar os estudos mas não conseguiu a matrícula.

Leia a reportagem completa de Carolina Avansini exclusiva para assinantes da FOLHA

mockup