Crianças ficam em antessala especial
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sábado, 07 de julho de 2012
Danilo Marconi<br> Reportagem Local 
Londrina - Na 6 Vara Criminal de Londrina, as vítimas não têm contato com o réu na hora de prestar depoimento. As crianças ficam numa antessala especial e são acompanhadas de perto por psicóloga e assistente social.
A ''sala de depoimento sem dano'' foi criada em 2002, no Rio Grande do Sul, para não constranger ainda mais a criança. No Paraná são apenas duas unidades, em Curitiba e Londrina. ''Assim que a criança chega é feito o acolhimento, explicado por que ela está aqui, ela fica ciente do procedimento e quais as consequências do que se passa'', explica a psicóloga Aline Cristina Carta.
Na sala há brinquedos e papéis de parede. No teto chamam a atenção quatro câmeras de segurança, ligadas diretamente à sala de audiência. O procedimento é assistido por videoconferência. Também há microfone e a psicóloga pode usar um ponto para ouvir instruções da juíza. Alguns bonecos são usados para a criança demonstrar quais roupas foram retiradas pelo abusador e as partes do corpo em que foi tocada. ''É uma maneira de tentar minimizar o sofrimento da criança em ter que falar e repetir o que aconteceu perante o réu'', acrescentou.
''O réu permanece na sala de audiência acompanhando através do monitor e a gente percebe a reação dele enquanto a vítima relato o fato. A criança é ouvida por profissionais competentes e os casos são descritos com riqueza de detalhes, isso é importante para produção de provas'', salientou a juíza Zilda Romero.(D.M.)


