Problemas que só se intensificam com o passar dos anos. Esta é a sensação de quem pega a estrada diariamente para estudar ou trabalhar em cidades vizinhas. Criada há 15 anos, a Região Metropolitana de Londrina (RML) pouco apresentou até agora em resultados práticos. À população que depende dos chamados deslocamentos pendulares (que vêm e vão, em movimento similar ao de um pêndulo) para sobreviver ou se qualificar resta a sensação de descaso e falta
de planejamento e preparo para lidar com uma nova configuração do mercado de trabalho, que passou a oferecer oportunidades também nos centros menores.

Embora tenha formalizado a RML em junho de 1998, o governo do Estado só instalou a Coordenadoria da Região Metropolitana de Londrina (Comel) quase uma década depois, em 2007. A professora do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Tânia Maria Fresca defende na tese de pós-doutorado – intitulada "Deslocamentos Pendulares na Região Metropolitana
de Londrina-PR: uma aproximação" -, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que os resultados da atuação da Comel "ainda são parcos" porque o governo, "desde sua instalação, não fez a efetiva dotação orçamentária, exceto aqueles projetos que estão em curso mediante recursos federais oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".

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