O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas declarou-se preocupado com a grande quantidade de denúncias de racismo apresentadas contra a polícia da Grã-Bretanha, e propôs cursos de formação profissional sobre direitos humanos para enfrentar os fatos. O presidente do Comitê, Prafullachandra Bhagwati, da Índia, lamentou que as violações raciais demorem tanto para desaparecer na Grã-Bretanha. ''Um estudo das autoridades britânicas reconhece que as pessoas não-brancas enfrentam um risco cinco vezes maior de serem detidas e investigadas pela polícia'', afirmou Bhagwati.
A situação na Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e nos seus territórios de ultramar foi examinada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, integrado por 18 especialistas independentes, eleitos pelos governos. A finalidade do Comitê é verificar o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos pelos 140 Estados que ratificaram esse tratado.
O relatório apresentado pela chefe da delegação britânica, Joan MacNaughton, manifesta a vontade do governo de encarar o problema da escassa representatividade das minorias étnicas na vida pública do país. Apenas 12 dos 659 membros do Parlamento britânico pertencem a essas minorias. No exército, tais grupos representam apenas 2% dos efetivos.
As autoridades manifestaram também o compromisso de promover a igualdade de gênero e disseram que o número de mulheres nas funções públicas aumentou em 10% desde 1991. A porcentagem de mulheres entre os funcionários continua sendo inferior à dos homens, ainda que a diferença tenda a diminuir, segundo afirma MacNaughton.

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