A jornada de trabalho exaustiva, as longas esperas nas filas para carregar e até a falta de locais para descansar fazem parte da rotina de todos os caminhoneiros. Muitos deles, porém, enfrentam as dificuldades com profissionalismo, sem necessidade de recorrer às drogas para sobreviver à pressão.
É o caso de Rones Pedro Martarello, 39 anos, que mora em Goiás e costuma rodar 16 a 18 horas por dia. ''Quando bate o sono, paro e descanso'', ensina. O profissional reclama que a maior causa de cansaço são as longas filas. ''A gente perde um dia esperando para carregar e aí tem que correr, viajar à noite para cumprir o prazo com o cliente'', denuncia.
Elizeu Borges, 40, é outro exemplo de motorista que, há 15 anos na boleia, nunca recorreu às drogas para passar mais tempo acordado. Apesar de também enfrentar longas jornadas diárias na direção do veículo, ele faz pausas para descansar quando o sono é insuportável.
Como o colega de profissão, Borges reclama que o maior problema é perder tempo na fila. ''Como a gente atrasa para carregar e o cliente não espera, temos que correr contra o tempo.'' (C.A.)

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