O coronel Robenson Máximo Fim, comandante do 5º BPM, nega as acusações das esposas dos policiais, ao afirmar que o comando da PM não exerce qualquer tipo de pressão sobre o efetivo. Para ele, o estresse vem da responsabilidade que os policiais têm com a instituição e a sociedade. ‘‘Ninguém é humilhado ou ofendido, mas as portas do comando estão abertas para qualquer membro da corporação que se sinta prejudicado’’, disse.
Sobre o caso do policial que tentou suicídio, ele afirmou ter ficado ‘‘consternado com a situação’’ e lembrou que o cabo já havia sido submetido a um tratamento contra alcoolismo, oferecido pelo Serviço de Apoio Social (SAS) da PM em Curitiba.
A esposa Ivanir confirmou a informação e acrescentou que voltou a procurar o comando para pedir novo tratamento, mas não obteve resposta. Segundo o major Manoel da Cruz Neto, que recebeu a solicitação, o cabo não se prontificou a aceitar a ajuda. ‘‘Não adianta tratá-lo se ele não se dispõe a colaborar’’, argumentou.
Com relação às acusações de Márcia Marton, Máximo Fim afirmou que o marido dela está enfrentando problemas porque não se ajustou ao sistema e aos colegas da PM. ‘‘Ele olha seus direitos, mas não quer ter deveres. Sua visão é altamente socialista e não tem nada a ver com o sistema da corporação.’’ (C.A.)

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