Corol disputa mercado externo
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Andréa Bordinhão<BR>Reportagem Local 
Ganhar cada vez mais espaço no mercado externo. Esse é um dos objetivos da Cooperativa Agropecuária Rolândia (Corol). Criada a partir da união de 25 produtores de café em 1963, a cooperativa tem atualmente 6,3 mil associados e processa dez produtos diferentes. E destes, cinco já são mandados para fora do Brasil e outros dois estão em fase de negociação. A Corol está entre as dez maiores cooperativas do Paraná no ramo.
Um dos maiores investimentos atuais da Corol na área de exportação é a laranja. Isso porque além de vender 300 mil caixas da fruta in natura para todo o Sul do País, a Corol montou uma fábrica de produção de suco concentrado.
Segundo Eliseu de Paula, presidente da Corol, os sucos têm um mercado muito promissor, tanto no Brasil quanto no exterior. Atualmente, 95% da produção de sucos da Corol vai para a Europa. ''Em 2005 vamos pôr em prática a segunda etapa do nosso projeto de sucos, que é fazer e vender no mercado interno o produto pronto para beber'', relata.
A meta da cooperativa é continuar crescendo no setor de sucos. Esse ano já foram plantados cerca de 500 hectares de parreirais. A previsão é, durante a entressafra da laranja no início de 2005, começar a produção de suco de uva. Paula explica que o mais complicado já está feito, que é a fábrica. Com a estrutura montada, é possível produzir qualquer tipo de suco. E a diversificação não vai parar por aí. Os produtores já estão se preparando para começar, em dois anos, o plantio de maracujá e abacaxi, que também serão destinados à produção de sucos. ''A vantagem do plantio de frutas e da produção de sucos é que viabiliza os produtores rurais, pois transmite renda direta a eles'', afirma o diretor-presidente da Corol.
A produção e venda de outras culturas também continua a todo vapor na Corol e com bons resultados. Além das frutas, café, soja, milho, cana-de-açucar são os produtos de exportação da cooperativa e representam 60% do faturamento anual. Já os outros 40% ficam por conta da parte destes produtos que fica por aqui mais o algodão, trigo, leite e seus derivados. O faturamento bruto da cooperativa no ano passado foi de R$ 390 milhões, o que gerou uma sobra (lucro) de R$ 2 milhões.
Para esse ano, a estimativa é que a receita bruta chegue aos R$ 520 milhões, o que deve gerar uma sobra de cerca de 1%. E todos esses resultados positivos são conseguidos por meio de investimentos e planejamento. É prática comum entre os cooperados da Corol reinvestir as sobras na própria cooperativa. Nos últimos oito anos, foram investidos cerca de US$ 30 milhões.


