Contrato não prevê solução, afirma concessionária
Segundo a Viapar, os trechos da BR-376, entre Maringá e Mandaguari, receberam nota "regular" porque incluem a travessia dos perímetros urbanos de Maringá e Sarandi, considerados "gargalos históricos". A concessionária justifica que não há previsão, no contrato que assinou com o governo do Estado, para obras que resolvam esses gargalos.
A Viapar diz que fez "tratativas" com o governo do Estado para incluir melhorias no trecho de Sarandi. "Atualmente, encontra-se em fase de execução a primeira etapa dessas melhorias, incluindo alargamentos de pista e ajustes geométricos", diz a assessoria.
Em relação à PR-444, de acordo com a concessionária, o problema está no fato de a rodovia ter sido construída nos anos 1980 em pista dupla, sem separação física entre as pistas. "A Viapar iniciou o projeto executivo de implantação de barreira rígida no eixo da pista. Esta obra inclui o alargamento da plataforma de rolamento, a correção geométrica de cinco curvas e a implantação de interseções em desnível em pontos ainda em análise", diz a assessoria.
Já a Rodonorte sustenta que, neste ano, realizou investimentos de R$ 14,3 milhões na conservação e troca do asfalto na BR-376, somente no trecho entre Apucarana e Ponta Grossa. Essas obras, de acordo com a concessionária, não estavam prontas no momento da coleta de dados da pesquisa da CNT.
No projeto de duplicação da via, que já está sendo realizado, estão "sendo corrigidas curvas horizontais e verticais, o que terá impacto direto na melhoria da geometria do trecho", especialmente entre Ponta Grossa e a Serra do Cadeado, onde a rodovia já foi duplicada.
Em nota enviada à reportagem, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná afirma que pretende aumentar a fiscalização nas concessionárias, contratando 11 consultorias para atuar em todo o Estado. "Nessa gestão, as concessionárias receberam cerca de 5 mil notificações, fato que não ocorria antes. O DER-PR tem buscado ano a ano melhorar a malha rodoviária do Estado", afirma a nota.
A reportagem também questionou as concessionárias Econorte e Caminhos do Paraná sobre os trechos "regulares". Mas elas não se manifestaram até o fechamento desta edição. (N.B.)





