CONTAGEM REGRESSIVA - Mudar é difícil, mas possível
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sábado, 23 de junho de 2012
Carolina Avansini <br>Reportagem Local 
Casados há quatro anos, os designers gráficos Indianara Cristina da Silva Ferreira, 30, e Fernando Henrique Ferreira, 26, incorporaram hábitos como pedir comida em casa ou almoçar em restaurantes fast food todos os dias. ''A gente tomava dois litros de refrigerante em cada refeição'', contam. O resultado apareceu na balança e na saúde: além dos dois terem ganho de peso, Fernando estava com hipertensão e taxas alteradas de colesterol.
O resultado dos exames médicos colocou o casal em estado de alerta. Motivados, eles aderiram a um programa de reeducação alimentar. Fernando emagreceu 25 quilos, em seis meses, sem medicamentos nem cirurgias. Indianara, que sempre foi magra, perdeu sete quilos. Os dois começaram a praticar esportes e modificaram o jeito de comer. Substituiram as ''porcarias'' por cardápios saudáveis, passaram a fazer cinco refeições por dia e abandonaram o fast food. ''Conseguimos porque fizemos juntos a reeducação alimentar.''
Fernando sofreu para se livrar da compulsão por doces. Indianara sentia falta de pizzas e lanches. ''Ainda sinto vontade. A diferença é que, hoje, me contento com apenas um pedaço de pizza'', ensina. Agora, o casal comemora. ''Os resultados não são rápidos, mas quando aparecem, são compensadores.''
Exemplo
Apesar de não ter problemas com o peso e praticar atividades físicas, a arquiteta Marcela Dias Lopes, 38, mantinha péssimos hábitos alimentares. ''Deixava de almoçar para ir ao banco ou resolver problemas do dia a dia'', recorda. Sucos e barras de cereais substituiam as refeições. Essa rotina mudou depois do nascimento do filho Ascêncio, de 1 ano e 9 meses. Para dar bom exemplo ao garoto, a mãe passou a almoçar em casa todos os dias.
Como faz questão de oferecer alimentos saudáveis à família, ela planeja os cardápios semanalmente e faz as compras no sábado, repondo frutas e verduras durante a semana. ''Dá um pouco de trabalho, mas compensa'', garante. No jantar oferece ao pequeno Ascêncio alimentos prontos, específicos para a idade, comercializados pela empresa Papinha da Vovó. Dessa forma, o garoto come de tudo. ''O segredo é transformar bons hábitos em rotina'', diz Marcela.
Karen Suenson, proprietária da Papinha da Vovó, relata que muitos dos clientes oferecem alimentos saudáveis aos filhos, mas relaxam com a própria alimentação. ''Se os pais não dão o exemplo, é mais difícil mudar os hábitos dos filhos'', observa. Por isso, Karen mudou a natureza do negócio e hoje oferece refeições balanceadas para toda a família. ''O cardápio é variado, porque ninguém consegue comer grelhados com arroz e salada todos os dias'', brinca. Os casos de sucesso, segundo ela, são aqueles em que toda a família adere às mudanças.


