Consumo de orgânicos cresce 50% no Paraná
O engenheiro agrônomo da Emater-PR, Iniberto Hammerschimidt, concorda que as lojas que vendem produtos orgânicos estão se proliferando na cidade. Segundo ele, essas lojas estão atendendo um nicho de mercado que não é bem explorado nos supermercados, daí a preferência dos consumidores. Enquanto um pé de alface orgânico custa R$ 0,40 nas feiras especializadas e nas lojas de produtos orgânicos, o supermercado coloca margens de 100% a 300% na comercialização, disse.
A Central Atacadista da Ceasa não tem constatado evolução no volume de vendas dos produtores para o pequeno varejo. Mas atesta que recebeu 50 pedidos de guia azul, que dá permissão para a abertura de revendas de produtos hortifrutigranjeiros, no primeiro semestre desse ano. A média é de apresentação de cinco a seis pedidos por mês.
Essa movimentação dos consumidores em busca dos produtos orgânicos é recente e está sendo ampliada de dois anos para cá, disse Hammerschimidt. A mudança de comportamento não é só em Curitiba, mas em todas as cidades do Paraná.
Segundo o técnico, só em União da Vitória, uma cidade com menos de 100 mil habitantes, tem oito feiras que vendem exclusivamente produtos orgânicos. Esse número supera Curitiba, que tem 1,5 milhão de habitantes, e só tem três feiras de produtos orgânicos.
Conforme dados da Emater, o maior crescimento de produtos orgânicos do País está no Paraná. O crescimento no consumo desses produtos no Paraná é de 50%, enquanto no Brasil o crescimento é de 30%. Na safra 1999/2000, a produção orgânica do Estado foi de 22 mil toneladas e esse ano, 31 mil toneladas.
Para João Maria Lopes Ferreira, gerente do Mercado do Produtor, a proliferação de quitandas aconteceu em função do sucesso dos sacolões e pontos volantes de vendas de hortigranjeiros, espalhados na cidade. São 10 unidades fixas e 375 unidades volantes, que vendem produtos por preço único. Nos sacolões os produtos são vendidos a R$ 0,49 o quilo e nas unidades volantes, R$ 0,59 o quilo.
Em dois anos e meio de atividades, o crescimento foi surpreendente. Os permissionários que vendem nessas unidades comercializavam entre 180 a 200 toneladas de produtos por mês e atualmente vendem em média 2,2 mil toneladas por mês, um salto astronômico, afirma. (V.C.)





