CONSUMO CONSCIENTE - Sacolas plásticas ganham sobrevida no PR
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Silvana Leão <br> <br> Reportagem Local 
A iniciativa de abolir as sacolas plásticas dos supermercados, que dividiu opiniões nos últimos dias no estado de São Paulo, está mais distante dos paranaenses. Na última segunda-feira projeto de lei do deputado estadual Caíto Quintana, prevendo que todos os sacos e sacolas usados no comércio e órgãos públicos fossem fabricadas com matérias-primas biodegradáveis, foi vetado pelo governador Beto Richa. Um outro projeto prevendo a substituição gradual das sacolas estaria sendo preparado pelo Executivo, de modo a evitar demissões na indústria de plástico, mas a informação não foi confirmada pelo Governo.
Segundo a Associação Paranaense de Supermercados (Apras), o setor estuda medidas para diminuir o impacto causado pelas sacolas ao meio ambiente, sem prejudicar o consumidor. A entidade informou que o assunto será discutido em abril, na Feira e Convenção Paranaense de Supermercados (Mercosuper). De acordo com a Apras, os supermercadistas estão cientes de que o assunto é uma prioridade.
Algumas redes buscam alternativas próprias, como o Walmart Brasil, que criou o programa Cliente Consciente Merece Desconto. Nas lojas varejistas BIG e Mercadorama, o cliente que optar por outra forma de embalar suas compras, como sacolas de pano, ganha desconto na conta. A cada cinco produtos, o consumidor recebe R$ 0,03 de desconto. O programa foi lançado no final de 2008 e, conforme o Walmart, tirou do meio ambiente 67 milhões de sacolas plásticas e concedeu mais de R$ 2 milhões em desconto para os clientes no país.
O governo federal também estuda formas de diminuir o impacto ambiental das sacolas derivadas do petróleo, que podem levar até 200 anos para se decompor. Em fevereiro deve ser lançada, em conjunto com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), campanha inspirada na experiência de São Paulo, na esperança de que outros Estados sigam o exemplo. Nos municípios paulistas, o fim das sacolas plásticas é fruto de acordo entre a Associação Paulista dos Supermercados (Apas) e o governo estadual. Portanto, o acordo é voluntário por parte das redes.
Para a professora de especialização em educação ambiental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Kátia Valéria Marques Cardoso Prates, mesmo não sendo suficiente para resolver os problemas gerados pelos resíduos no meio ambiente, a suspensão do uso de sacolas plásticas é válida porque traz a preocupação com a sustentabilidade. ''Porém, é preciso promover um trabalho de educação ambiental, para que as pessoas percebam a inportância da iniciativa.'' Sobre as alternativas existentes para o acondicionamento de lixo doméstico, Kátia cita que ''o ideal são os sacos de lixo maiores, capazes de conter volume maior de resíduos, ou sacos feitos de papel jornal, que podem conter, por exemplo, o lixo inservível.''


