Além dos analgésicos e relaxantes musculares isentos de prescrição já consagrados no mercado e dos demais medicamentos que aparecem no ranking da IMS Health (confira quadro nesta página), outros são campeões de venda nas farmácias, como o Engov, capaz de amenizar o mal-estar da ressaca. No caso das crianças, o ibuprofeno em gotas tem sido cada vez mais procurado para baixar a febre. Os descongestionantes nasais, de acordo com o gerente de uma rede de farmácias consultado pela FOLHA, também são bastante vendidos, porém apresentam uma comercialização sazonal, concentrada nos dias de inverno e de mudanças bruscas de temperatura.
O engenheiro agrônomo Cleber Pescador sabe bem como funcionam as alterações do clima na saúde de seu filho. Na tentativa de poupá-lo de uma noite sem dormir, ele foi à farmácia na última quinta-feira comprar um descongestionante. Optou pelo Neosoro. ''Ele tem rinite e chega a usar um frasco por semana'', revelou.
Na casa do eletricista aposentado Olair Ferreira da Silva, além dos medicamentos de uso contínuo, não faltam os antigripais. ''Evitamos comprar muitos remédios, além daqueles prescritos pelo médico. Mas no caso destes para gripe, minha mulher gosta de ter sempre no jeito'', informou, ao sair da farmácia.
A comerciante Clarice de Souza também não é do tipo que mantém um grande estoque de medicamentos em casa, mas não fica sem Resfenol, dipirona e Sonrisal, para emergências. ''Evito comprar remédios que a gente quase não usa porque já aconteceu de vencer o prazo de validade e ter que jogar fora. Não temos o hábito da automedicação.'' (S.L.)

mockup