Dólar, ouro e ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ou mesmo da hoje em baixa Petrobras não são indicados, de modo geral, a pequenos ou grandes investidores com perfil conservador ou com pouca informação. Escolhê-los, pela volatilidade econômica e política do momento pelo qual o País passa, seria flertar com o risco, diz a responsável por relações com investidores da Guide Investimentos, Olivia Paganini.

Para o pequeno poupador, ela sugere a renda fixa, como CDB, que tem incidência de Imposto de Renda (IR), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). É possível que o rendimento dos três seja equivalente em curto prazo. "Para quem está inseguro, talvez seja melhor o CDB e, para quem pode deixar mais tempo, o LCA e o LCI", sugere Olivia. Ela lembra que são investimentos seguros porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) faz a cobertura de valores de até R$ 250 mil mesmo que os bancos passem por dificuldade financeira. Antes de mais nada, porém, a consultora afirma que é preciso fazer a análise de perfil do cliente.

Ela analisa também que o dólar ainda pode se valorizar mais em relação ao real, mas que já está em alta. Por isso, sugere aplicações que se aproveitem do movimento, mas que protejam frente às oscilações. Os Fundos de Investimento multimercado possibilitam que se aproveite da alta da moeda norte-americana em uma série de investimentos e estratégias. Outra possibilidade são ações com exposição ao dólar, de companhias que se beneficiam pela capacidade de exportação.

Sobre o ouro, o consultor financeiro Rodrigo Milanez, da Bullmark Financial Group em Londrina, diz que costuma ser um ativo com demanda em momento de crise, mas com um porém. "O dólar e o ouro, historicamente, costumam andar em direções contrárias e, no atual momento, todos continuam vendo um dólar mais forte à frente."

Sócio da Inva Capital em Curitiba, Luiz Pacheco completa que títulos pós-fixados e fundos de renda fixa (DI, high yield) devem se destacar. "Pré-fixados e indexados à inflação estão com taxas atrativas, mas têm apresentado bastante volatilidade nos últimos meses. Acredito que se o investidor comprar os dois ao longo do ano vai conseguir bons resultados."

Sobre a Bolsa, ele destaca que a volatilidade durante o ano será alta e descarta papéis da Petrobras. "Prefiro evitar. Não divulgaram até hoje o balanço do terceiro trimestre de 2014, tem processo contra nos Estados Unidos, enfim, muita coisa pode acontecer ainda." (F.G.)

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