‘‘A situação precária em que se encontram muitos brasileiros é o principal motivo que mantém muitos deles esquecidos no Paraguai. Como podemos acompanhá-los se muitos deles nem existem oficialmente?’’, desabafou o cônsul-adjunto brasileiro em Ciudad del Este, Otávio Juarez Távara, referindo-se aos ‘‘brasiguaios’’ que moram no país vizinho sem qualquer documentação.
Távara reconhece a deficiência no acompanhamento dos brasileiros no Paraguai (presos ou não), mas lembra que o consulado procura ‘‘atender as necessidades básicas dos necessitados’’.
A assessoria jurídica é feita por três advogados contratados pelo governo brasileiro. Távara, que assumiu o cargo há seis meses, evitou falar detalhes sobre o atendimento dizendo que as informações deveriam ser passadas oficialmente pela Embaixada. ‘‘É importante lembrar que temos cerca de 200 mil brasileiros para atender. Nos preocupamos com os presos e também com as pessoas humildes que trabalham no campo e não têm a quem recorrer.’’(E.D.)

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