Vilma Santos, presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial, diz que os representantes de todos os segmentos étnicos, incluindo os ciganos, são convidados para as conferências que acontecem periodicamente. ''A participação deles é necessária para que possam ser eleitos e, então, ter representatividade. Entretanto, desde a existência do conselho, nunca houve a participação de nenhum cigano'', diz.
Dessa forma, segundo ela, a problemática do grupo acaba desconhecida. ''Os representantes do movimento negro, e até mesmo indígena, são mais organizados politicamente, por isso, acabam tendo algum retorno de suas demandas. Aqueles que pertencem ao grupo é que sabem de suas reais necessidades. Sozinha, infelizmente, não posso listar os problemas e prioridades de um grupo do qual não faço parte.''
À frente de vários grupos pelos direitos de igualdade racial, ela confessa estar desmotivada diante dos entraves. ''Enquanto não houver uma secretaria no município instituída, não conseguiremos encaminhar nenhuma deliberação do conselho. A ausência de uma autarquia acarreta em falta de autonomia para resolver as questões, ou seja, não há liberdade de ação. Além disso, ficamos impedidos de receber qualquer verba e orçamento de programas federais para o desenvolvimento de projetos'', lista a presidente. (M.T.)

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