Conselho defende formato tradicional
Para o Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina e região metropolitana (CEPEL - RM), o Estatuto da Família proposto pelo deputado Anderson Ferreira é positivo na medida em que contempla o estabelecimento de políticas públicas que fortaleçam as famílias. A afirmação é de Vanderlei Frari, membro da diretoria do Conselho e diretor acadêmico do instituto de educação teológica ISBL.
A entidade defende que a família é o núcleo social formado por homem e mulher e seus descentes ou por um dos pais e seus descendentes, podendo se estender a outros entes com variado grau de parentesco, que vivam sob o mesmo teto. Por isso, de acordo com Freri, o conselho entende que as configurações familiares que fogem do modelo convencional não são ideais, mas "devem ser assimiladas pela igreja e sociedade, pois representam condicionamentos sociais comuns à nossa época, tendo em vista o aumento dos índices de divórcio, gravidez precoce e orfandade decorrente da violência". O pastor enfatiza, ainda, que as igrejas evangélicas estimulam a reconciliação familiar no molde tradicional.
Sobre os casamentos homoafetivos, Freri afirma que, apesar da entidade não fazer distinção de gênero, raça ou extrato social, e reconhecer que todos os indivíduos devem ter seus direitos civis assegurados, no que diz respeito à prática eclesiástica "segue a orientação bíblica", que segundo ele proporia a união matrimonial exclusivamente entre homem e mulher. "Às igrejas cabe a definição dos critérios de recepção e integração de pessoas homossexuais, de acordo com os parâmetros bíblicos, doutrina e estatutos locais", diz. (C.A.)





