Docente de marketing no Isae-FGV, Eduardo Maróstica, Doutor em Administração, Comunicação e Educação, diz que o marketing, a propaganda ou a publicidade não teriam poder de determinar a escolha do consumidor. ''O consumo e abuso de álcool, seja por menores ou maiores, é um comportamento que já existe. A mídia só reforça este comportamento, mas não o influencia. A conscientização sobre os possíveis malefícios da bebida deve ser no âmbito cultural e não comercial'', defende o professor.
Com base nisso, ele lembra que em diversos países não há restrições com relação a propagandas. ''Mas há regras e leis que são cumpridas no que diz respeito ao consumo e disponibilidade. Não será o fato de inibir o conteúdo dos comerciais que fará pessoas deixarem de consumir álcool, tendo como o exemplo as drogas ilícitas, que não são veiculadas nas mídias. O grande desafio do País é conquistar o tripé: prevenção, fiscalização e educação de base.''
A reportagem da FOLHA questionou o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) sobre a petição pública que quer limitar as propagandas de cerveja, mas as duas entidades responderam que não se pronunciarão sobre o assunto. (M.T.)

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