Conforto em casa é bom, mas custa caro
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domingo, 10 de agosto de 1997
Mariela de Castro Santos Curitiba 
Kraw PenasAs combinações de fogões dão água na boca dos cozinheiros mais inspirados, oferecendo diferentes possibilidades de usoA casa dos Jetsons, delírio futurista dos desenhos animados, está cada vez mais próxima da realidade. Não, não existem ainda robôs-empregadas domésticas, mas a tecnologia já proporciona confortos inimagináveis até bem pouco tempo atrás. Da cozinha ao quarto, passando pela sala de TV e a garagem, novos equipamentos domésticos saem do forno das indústrias, chegando ao consumidor brasileiro ainda com preço um pouco salgado, mas certamente já ganhando espaço entre o público com maior poder aquisitivo.
As indústrias estão investindo mais em tecnologia porque as pessoas estão efetivamente exigindo produtos melhores, mais completos, avalia o arquiteto curitibano Francisco Almeida. Ele é um dos exemplos de profissional que sugere inovações tecnológicas a seus clientes na hora de decorar a casa. Na Casa Cor do ano passado, Almeida propôs no quarto do jovem uma cama que pode ser regulada em diversas alturas e posições, graças a quatro motores independentes. Além disso, o colchão pode ser aquecido por inteiro ou com temperatura diferente para a região dos pés. A cama, com controle remoto, é produzida pela fábrica holandesa Auping e custa a bagatela de R$ 12 mil - a de solteiro.
Arquivo FolhaFrancisco Almeida demonstra a cama pode custar até R$ 24 milMaravilhas como essas não são para qualquer um, é claro. Segundo Maria do Sameiro, da Siemark, loja que comercializa não só as camas Auping mas também outras novidades domésticas, a tecnologia ainda custa muito. Na verdade, querendo gastar, com o valor de apenas três itens - geladeira, fogão completo e cama de casal - é possível comprar um apartamento de um quarto em um bairro bom de Curitiba. Há opções para todos os bolsos, no entanto, garante Maria.
Kraw PenasBotão escolhe entre gelo e águaPara os gourmets, a delícia começa na hora do preparo da comida. A fábrica alemã Gaggenau propõe módulos que podem ser conjugados ao gosto do freguês. Duas bocas a gás (R$ 950,00), duas bocas elétricas, com resistência sob vidro cerâmico refratário (R$ 1.250,00), uma grelha elétrica com pedrinhas vulcânicas para absorver a gordura que pinga (R$ 1.475,00) e uma fritadeira elétrica, com tampa e cesto de metal para escorrer a gordura (R$ 2.000,00) são algumas possibilidades. Outra opção é o fogão elétrico de quatro bocas da alemã Schaly, mais em conta: R$ 1.200,00. O fogão elétrico tem a vantagem de funcionar tanto em alta temperatura, para frituras, como baixa, servindo como rechaud, explica Maria do Sameiro.
São cada vez mais comuns as centrais telefônicas residenciais, que não só interligam os vários cômodos da casa toda mas também oferecem facilidades como atender a campainha, abrir o portão e controlar o uso do aparelhos pelos empregados. De acordo com a empresa especializada Diartel, dependendo do número de ramais, uma central pode custar de R$ 350,00 a R$ 700,00, instalada.
Escolher entre água, gelo picado ou gelo em cubos é hoje só uma questão de apertar o botão certo - na geladeira GE Profile, que tem também alarme sonoro que avisa se a porta ficar aberta, check-up digital de todas as funções e gavetas com diferentes temperaturas. Mas mordomia tem preço: R$ 5,6 mil.


