O futuro do meio ambiente de Maringá, no Noroeste do Estado, será pela primeira vez na história da cidade discutido com toda comunidade, durante o 1º Fórum Ambiental de Maringá, que começa na próxima terça-feira e prossegue até sexta, dia 8. Serão debatidos seis temas centrais: vegetação, recursos hídricos, resíduos sólidos, fauna, política ambiental e educação ambiental. ‘‘Maringá é reconhecida como cidade ecológica, mas nunca se discutiu com a comunidade os caminhos que devem ser tomados para preservar esta condição’’, diz o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Marino Elígio Gonçalves.
O objetivo do evento é de abrir um canal de discussão sobre os caminhos da preservação ambiental. O Município realizou uma pesquisa em todos os bairros de Maringá, para medir a aceitação dos moradores sobre a proposta de debater o meio ambiente. Mais de 93% das pessoas entrevistadas responderam ter intenção de opinar sobre as alternativas preservacionistas. ‘‘Os projetos lançados pelo Poder Público, sem consulta à comunidade, tem se mostrado inviáveis’’, justifica o secretário.
O fórum, entretanto, será apenas um evento de lançamento do trabalho de preservação. ‘‘Vamos reformular o Conselho Municipal do Meio Ambiente, adotar uma Agenda 21 local, criar uma versão municipal para o ISO 14001 e elaborar uma carta ambiental de Maringᒒ, explica Gonçalves. O Conselho, que hoje tem apenas integrantes do Poder Público, terá a participação de representantes da comunidade.
Nenhuma decisão será tomada antes de um processo de debates. Para viabilizar o atendimento a todas as áreas ligadas à questão ambiental, o Conselho Municipal será dividido em câmaras técnicas. Cada câmara terá a função de levantar e analisar os problemas identificados na área de atuação. ‘‘A proposta é ter um fórum ambiental permanente’’, diz. o secretário. A carta definida no encontro desta semana e a Agenda 21 devem nortear todo processo de preservação.
A versão municipal do ISO 14001, certificado de qualidade ambiental, vai identificar produtos e empresas envolvidas na questão e que tenham preocupação em preservar. ‘‘Seria uma forma de premiar quem respeita a natureza’’, afirma Gonçalves. Durante os quatro dias do fórum serão realizados debates em oito locais diferentes. Sempre com a participação de profissionais envolvidos com o tema em questão.
A participação popular já começou antes mesmo dos debates. A pesquisa realizada nos bairros ouviu a opinião dos moradores sobre os problemas de cada região da cidade na esfera ambiental. ‘‘Podemos adiantar apenas que são muitos’’, informa Gonçalves. Os debates serão tembém abertos à participação da comunidade, principalmente lideranças que possuam algum tipo de informação sobre problemas identificados por moradores e alternativas para a busca de soluções.
As inscrições são gratuítas e podem ser feitas na secretaria do fórum, na prefeitura, ao lado da sala de reuniões. O interessado pode se inscrever e participar de um ou mais temas. No total serão 22 sub-temas. ‘‘O fórum quer, antes de mais nada, criar um censo crítico na população, mostrando que sem mobilização, nossa qualidade de vida está ameaçada’’, antecipa o secretário.

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