Ser contemplado na primeira fase do Mais Médicos não significa que o município será atendido. Segundo Edevar Daniel, professor do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e tutor do Mais Médicos no Estado, um levantamento parcial mostrou que até a última sexta-feira estavam trabalhando apenas cerca de 50% dos 42 profissionais brasileiros que deveriam ter comparecido nos 17 municípios paranaenses selecionados. O prazo para apresentação dos médicos brasileiros venceu na quinta-feira.
"Talvez muitos médicos que se inscreveram em um primeiro momento imaginaram uma situação diferente, ou podem ter recebido outras oportunidades de trabalho, ou aprovação em algum concurso. Os médicos podiam indicar seis municípios (onde teriam interesse em trabalhar). Então, por exemplo, um profissional queria ir para Londrina, mas foi indicado para outra cidade, então desistiu", diz Daniel.
Ele argumenta que o Mais Médicos têm um "fluxo contínuo", e que nas próximas etapas do programa as solicitações das prefeituras devem ser atendidas – incluindo aquelas dos municípios de baixo IDH. "Esses municípios (com piores IDHs) se inscreveram e provavelmente não houve interesse de médicos irem para lá. As vagas devem ser preenchidas na sequência, porque a prioridade do Ministério da Saúde é levar profissionais para regiões de baixo IDH", afirma Daniel. (F.G.)

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