Londrina – Entre os especialistas há o consenso que para se reduzir o alto número de mortes em incêndios em edificações é preciso criar uma cultura de prevenção. "Se nos compararmos a países como o Japão, estamos muito aquém do ideal. A gente vai no processo inverso: espera acontecer para depois se preocupar.", alertou Edson Nishioka, engenheiro civil e conselheiro da Câmara de Engenharia de Segurança do Trabalho do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR).

Para ele, a conscientização dos perigos dos incêndios e a orientação de como agir em situações de pânico têm que ser trabalhadas com as crianças desde os primeiros anos escolares. "A criança assimila melhor a importância e segue os parâmetros de segurança. Depois de adulto é mais complicado", avaliou. Nishioka defende também maior rigor nas legislações. "Apesar dos últimos avanços, nossas normas ainda deixam a desejar se comparadas às internacionais", comparou.

O tenente Rodrigo Costa concorda que a cultura da prevenção ainda está muito atrasada no país. "São questões básicas de segurança que já deveriam ser adotadas há muito tempo", comentou. Segundo Costa, mesmo com atrasos, o Paraná saiu na frente de outros estados e começou a desenvolver nos últimos três anos o programa Brigada Escolar, coordenado pela Defesa Civil. "É um projeto muito importante que está sendo desenvolvido em escolas da região e do Norte Pioneiro. É uma medida importante tomada por este governo, mas os resultados serão colhidos a longo prazo". (C.F.)

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