COMPANHEIRISMO Aprendizado e diversão em conjunto
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de maio de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
É maravilhoso sentir que minha mãe está sempre presente na minha vida e vê-la dançando na apresentação do colégio só me deixou mais orgulhoso. O brilho nos olhos do jovem Fabrício de Andrade Fabian, 15 anos, enquanto segurava as mãos da mãe para mais uma aula de dança de salão, evidencia que os laços entre a mãe e filho se estreitaram ainda mais após o início da atividade.
O relato dele e a da arquiteta Iracema Moreira Fabian é somente um entre os muitos casos de mães e filhos que encontraram a oportunidade para aprenderem uma atividade e ainda se divertirem juntos.
Iracema já fazia aulas de dança de salão há mais de 10 anos com o marido, quando o filho decidiu se aventurar no ritmo sertanejo para surpreender a namorada. Dois meses após iniciar as aulas na Escola de Dança Augusto Bogo, mãe e filho se divertem em perfeita sintonia. Quando não sei alguma coreografia, ela me ajuda e vice-versa. O mais legal de ter sua mãe como parceira é que ela tem paciência e sempre quer ver o seu melhor, enfatiza o jovem dançarino.
Mudança que a mãe elogia. O Fabrício era bem tímido. Hoje ele está bem mais aberto e acho que a dança tem ajudado nessa socialização. Fico orgulhosa por saber que o amor à música e à dança fazem parte do legado que deixo para ele. Assim como lembro de minha mãe quando ouço algumas músicas, ele também lembrará de mim.
Conversas
Praticante de tênis desde os 13 anos e apaixonada pelo esporte, a bancária Larissa Garanhani Roshel incentivou a filha Bruna, 14 anos, mesmo sem querer, a também se interessar pela modalidade. Sempre que minha mãe ia treinar, eu ficava assistindo e logo que fiquei maior pedi para aprender, conta a menina.
Um ano e meio após iniciar as aulas, Bruna já divide a quadra de saibro ao lado da mãe na academia Play Tênis Londrina. Durante pelo menos três horas por semana a dupla se diverte aprendendo e conhecendo uma a outra. É o tempo todo conversando, seja no percurso, durante a troca no vestuário, nas partidas e na volta para casa. Isso é bom porque acompanho ainda mais de perto o desenvolvimento de minha filha, destaca Larissa.
Desafio e motivação
Para a dentista Marlise Kakizuko Hirabara, foi a prática do pilates que permitiu que acompanhasse o desenvolvimento de Isabela. Quando a jovem entrou na adolescência, houve dificuldades no diálogo entre mãe e filha.
Ela quase não falava sobre ela, sobre o que estava passando, o que estava sentindo ou suas dúvidas. Mas, de repente, eu percebia que ela se soltava na aula. Do nada, a Isabela começava a me contar o que a tinha incomodado ou a deixado feliz na escola e pedia minha opinião, relata a mãe. Foi aí que eu percebi como a atividade fazia ela se sentir mais segura para conversar e passei a aproveitar esses momentos para participar mais de sua vida, ressalta Marlise.
Para o fisioterapeuta e instrutor de pilates do Estúdio Hoffmann Pilates, Carlos Hoffmann, assim como Marlise e Isabela, muitas outras famílias se reúnem para a prática do tradicional método que concilia condicionamento físico e mental. O resultado, segundo ele, é a melhora significativa no relacionamento e a motivação pessoal para mães e filhos.
Cada dia parece que pais e filhos estão mais distantes e eu acho que a atividade física em conjunto, seja pilates ou qualquer outra, pode ajudar muito nesse sentido. Praticando juntos, um gera desafio e motivação para o outro, completa.


