A indenização de R$ 14 milhões recebida pelos índios Kaingangs da Terra Indígena Apucaraninha é administrada por um comitê gestor, do qual participam três representantes da estatal, três da comunidade e um representante do Ministério Público Federal, que funciona como o 'voto de minerva' nos casos em que as opiniões estão divididas. Segundo a gerente da Coordenadoria de Implantação Socioambiental de Empreendimentos da Copel, Vanessa Moreira Cordeiro, o dinheiro teve destinação determinada à época da assinatura do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) e sua utilização deve obedecer aos critérios previamente acordados e a um cuidadoso trâmite burocrático.
''Nenhum recurso do fundo é liberado sem que constem as seis assinaturas dos integrantes do comitê gestor. Tudo é documentado, inclusive com acompanhamento de um escritório de contabilidade'', explica Vanessa. Os 39 projetos que começam a ser desenvolvidos com o dinheiro da indenização estão distribuídos nas áreas produtiva, socioambiental, sociocultural e de capacitação indígena.
Entre eles, constam um Projeto de Adequação de Infraestrutura, com construção de um barracão de máquinas agrícolas, lava rápido, tanque de combustível, praça e cemitério; programa de reciclagem; inclusão digital; instalação de um Centro de Comercialização na aldeia; resgate, plantio e conservação de culturas tradicionais de milho e feijão; implantação de uma rádio comunitária e criação de um Centro de Documentação Histórica, entre outros. (S.L.)

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