Comércio clandestino se expande
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sábado, 18 de agosto de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
Existe em Londrina e municípios da região um comércio clandestino de agrotóxicos. A afirmação é do vice-presidente da Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), Luis Takashi Sudo. ''O comércio paralelo de embalagens de agrotóxicos é perigoso na medida em que não se tem controle da destinação final do material'', diz.
O vice-presidente da Anpara cogita a idéia de que as embalagens plásticas sejam reutilizadas como recipiente para detergentes e outros produtos. Existe também a possiblidade de que agricultores estejam queimando ou enterrando as embalagens.
O gerente do ecritório da Emater de Cambé, Luis Arthur Bernardes Rosa, calcula que somente metade dos 14 municípios que compõem a unidade de recebimento entregam as embalagens. Bernardes afirma que os produtores são orientados a se dirigirem a um local determinado pelas prefeituras da própria cidade e levar as embalagens, que devem ter passado pela tríplice lavagem.
Depois de entregues, a prefeitura diponibiliza um veículo para levar até à unidade de Cambé o volume de embalagens. Ainda segundo o agrônomo, os plásticos são prensados e os vidros triturados.
De acordo com a agrônoma Marli Simões, que faz o relatório de recebimento, a unidade conta com um estoque de 80 fardos de 60 quilos de plástico prensado, cinco tambores de 200 litros de vidro triturado, mais uma quantidade de fardos de papelão e rótulos de frascos. O volume, disse ela, é pequeno em relação à grande quantidade de produtores que adquirem os agrotóxicos. Uma empresa de São Paulo, que fabrica mangueiras para fiação interna de construções, foi cadastrada para comprar o produto.
No ano passado, o Centro de Controle de Intoxicações (CCI) do Hospital Universitário (HU) de Londrina, registrou 208 casos de envenenamento por praguicidas. Destes, 64 casos foram por acidentes, 70 por manipulação profissional e 69 por tentativas de suicídio. Cinco pessoas morreram intoxicadas por defensivos agrícolas em 2000.


