Com 45 dias, Fabrício era levado para o trabalho
Com o filho de 45 dias acomodado no bebê conforto, a cirurgiã dentista Waenya Fernandes de Carvalho voltou para a rotina de trabalho em seu consultório. ''Entre um atendimento e outro, eu amamentava.'' E assim foi até Fabrício completar dois anos. ''Pelo menos até um ano e meio ele passava o dia inteiro comigo, depois disso ficava um período em casa, com a babá'', conta a dentista, que chegou a montar um quarto para o filho em uma das salas disponíveis no consultório.
''Eu engravidei aos 38 anos. Sempre pensava que, antes de ter filho, teria que ter o meu consultório em um imóvel próprio, justamente para poder adaptá-lo, se fosse necessário.'' Assim, Waenya levou berço, brinquedos, microondas e tudo o mais que fosse necessário ao bebê. Acostumou-se a trabalhar acompanhando de perto a rotina do filho, que era cuidado por uma babá, e escutando a sua voz.
A dentista conta por que tomou esta decisão: ''Eu trabalho com reabilitação oral. Os tratamentos não podem esperar, não tinha como ficar quatro meses em casa. Além disso, para nós que somos profissionais liberais, é muito complicado ficar tanto tempo fora do mercado. Seria como recomeçar a carreira, depois'', diz, referindo-se à possibilidade de perder clientes.
Mas Waenya sabe da importância de dedicar-se exclusivamente ao bebê, logo após o seu nascimento. ''Gostaria muito de ter ficado mais tempo em casa com o Fabrício.'' Atualmente ela pensa em engravidar novamente, e se tudo der certo, pretende repetir a fórmula. ''Sou privilegiada por ter esta possibilidade. Tanto que nunca cogitei voltar a trabalhar e não trazer meu filho comigo.'' (S.L.)





