Coletivo acolhe familiares de LGBTs
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sexta-feira, 20 de julho de 2018
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Criado em 2014, em São Paulo, o coletivo Mães pela Diversidade está presente em quase todos os Estados do País como um espaço de discussão das questões relacionadas aos LGBTs, de defesa dos direitos dessa população e, principalmente, de acolhimento a mães e pais que não sabem como lidar com a orientação sexual dos filhos.
"A gente percebe que é a nossa união que vai fazer alguma mudança. Somos um grupo suprapartidário e laico porque temos mães de todas as vertentes políticas e religiosas. O que nos une é a condição de nossos filhos e filhas", explica a coordenadora do Mães pela Diversidade no Paraná, Marise Felix.
Para mães e pais que ainda não sabem como proceder ante a descoberta de que o filho não é heterossexual, a coordenadora estadual do coletivo convida a procurarem membros do grupo para que possam trocar experiências, ouvir e serem ouvidas. "O trabalho primeiro do Mães pela Diversidade é mostrar que os pais não estão sozinhos e que esse filho é o mesmo filho que ela gerou, embalou e criou. Mas para isso tem que aprender porque a sociedade não ensina. Acolhemos, damos carinho, informação, ouvimos e não julgamos."
O coletivo também se uniu aos LGBTs para brigar por direitos e por respeito. Apesar de alguns avanços importantes, como o casamento civil igualitário e a possibilidade de mudança de nome em cartório para pessoas trans, Felix lembra que o Brasil, hoje, vive uma onda conservadora que torna as pessoas LGBTs mais vulneráveis. "Cada ganho traz para a população LGBT uma onda maior de conservadorismo e ataque. Quando vem uma notícia mostrando um ganho, no dia seguinte vêm os ataques, diretos e virtuais. O Mães pela Diversidade combate isso, briga por causa disso. E a mãe, quando entra em uma briga para defender a cria, é para ganhar", defende. "Diversidade é a norma e não a exceção. E a gente tem que entender a diversidade para aprender a respeitar."
Quem quiser entrar em contato com o Mães pela Diversidade pode acessar a página do coletivo no Facebook e deixar uma mensagem. A resposta vem em menos de 24 horas. Em Londrina, os contatos podem ser feitos com Andreia Regina Cavalari, pelo telefone (43) 99623-6722; Sônia Camargo, (43) 99804-1326; e Edmara Buda de Paula Damas, (43) 99659-9629.(S.S.)


