Colchões aliam tecnologia e conforto
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de julho de 1997
Cristine Pieske Curitiba 
Depois das luminárias, cortinas e colchas, a moda dos artigos importados para os dormitórios chegou, enfim, aos colchões. Vindos principalmente dos Estados Unidos e da Argentina, os novos colchões aliam tecnologia e conforto para garantir noites tranquilas e momentos de puro elogio ao ócio. Para quem desejar um pouco mais do que isso, existe até mesmo modelos com controle remoto e alarme - tudo no melhor estilo high-tech.
A febre dos colchões importados começou há pouco mais de dois anos, quando os produtos comercializados no Exterior invadiram o mercado brasileiro. Desde então, muitas lojas que antes vendiam os tradicionais colchões brasileiros resolveram se dedicar a uma parcela de clientes mais exigentes - e que não se incomoda em pagar valores em R$ 270 a R$ 2 mil por um colchão de solteiro. Se for o caso, os clientes mais sofisticados também podem optar por passar a noite nos mesmos colchões utilizados pelo presidente americano Bill Clinton, fabricados pela Kingsdown e com revestimento que garante a manutenção da temperatura ambiente. No Brasil, o sono americano custa, aproximadamente, R$ 9 mil.
Bordados em matelassê A diferença básica entre os produtos importados e nacionais está nos componentes que formam os colchões. Enquanto a maior parte dos colchões feitos no Brasil utilizam espumas, os produtos estrangeiros investem no conforto das antigas camas de mola. Na versão atual, as molas são feitas de inox e possuem formatos diferenciados para reduzir o impacto. Os colchões ganham revestimentos de tecidos finos, 100% algodão, com detalhes bordados em matelassê.
Ao contrário dos produtos nacionais, a maioria dos colchões importados possuem dois pavimentos, que dispensam inclusive a estrutura atual das camas. Próxima ao chão, sobre de um suporte com rodinhas para facilitar o transporte e evitar danos durante a limpeza do quarto, está a primeira parte, feita de estruturas resistentes para dar firmeza e absorver os impactos. No segundo pavimento, está a parte mais confortável do colchão, revestida por uma colcha - o pillow top - que desempenha a função semelhante a de um amortecedor de colchões.
O sucesso dos produtos importados está no chamado molejo dos colchões, que substituem os índices de densidade dos colchões nacionais. Dependo do peso pessoa, o produto pode ter molejo macio, médio e firme. Alguns modelos também possuem câmaras de ar ou de água, que também podem ser regulados de acordo com o peso ou com a necessidade de relaxamento do usuário. Nas camas de casal, um dispositivo possibilita que a regulagem seja feita em apenas um dos lados da cama.
Sofisticação Os modelos com controle remoto e alarme estão entre os mais sofisticados. Eles permitem que seja feita a regulagem da altura do colchão na cabeceira e nos pés, além de promover massagens vibratórias. O alarme indica se está ocorrendo falhas em alguns destes mecanismos. Alguns modelos possuem inclusive controles remotos inteligentes, que permitem acesso aos comandos da televisão e controle da intensidade da luz.
Apesar da sofisticação dos colhões importados e da garantia de conforto, os médicos ortopedistas recomendam que o produto só seja adquirido depois de testado. O importante é que a pessoa se adapte bem ao colchão, seja ele de espuma ou mola, importado ou nacional, afirma o especialista em coluna, Eduardo Hayashi. Ele diz que o colchão adequado deve modelar a curvatura normal da pessoa, principalmente na altura da nádega e da cabeça. A sensação de repouso é que é fundamental, ensina.
Serviço
Curitiba
q MaxFlex - Colchões argentinos e americanos. Preços variam entre R$ 270 a R$ 6 mil. Rua Carlos de Carvalho, 1251, tel. (041) 233-3282
q Dormire - Colchões americanos. Preços variam entre R$ 1,6 mil e 9 mil. Rua Carlos de Carvalho, 880, tel. (041) 222-7176
Londrina
q Maxflex Colchões Ltda - Avenida Higienópolis, 539. Fone (043) 323-9593.


