Cofercatu prioriza prestação de serviços
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Reportagem Local 
Enquanto muitas cooperativas se tornaram grandes empresas, expandindo geograficamente e conquistando cada dia um número maior de cooperados, a Cooperativa Agropecuária dos Cafeicultores de Porecatu (Cofercatu) seguiu por outro caminho: com uma área de ação pequena e vizinha de outras cooperativas, escolheu manter-se firme na ideologia do cooperativismo, privilegiando o atendimento primordial aos cooperados de sua área de ação. ''Nunca tivemos a visão de cooperativa como uma empresa, cujo principal objetivo é o seu crescimento. A Cofercatu não é uma empresa fim, é uma empresa meio, que existe tão somente para ajudar seus cooperados'', explica seu diretor-presidente, José Otaviano de Oliveira Ribeiro.
Com cerca de 700 cooperados e 40 anos de atividades, completados em junho deste ano, a Cofercatu aposta na prestação de serviços para manter a fidelidade de seus cooperados. Com seis entrepostos em Florestópolis, Prado Ferreira, Centenário do Sul, Mirasselva, Lupionópolis e Bela Vista do Paraíso, além de sua sede em Porecatu - e uma destilaria em Florestópolis - a cooperativa vem se aprimorando nesse setor. ''Nosso objetivo é que o cooperado não encontre fora serviços melhores do que oferecemos'', aponta Otaviano.
Para isso, aposta em três frentes: uma assistência técnica especializada, qualidade e rapidez no atendimento e um departamento comercial forte.
Segundo o presidente, a assistência técnica tem que fornecer todas as informações agronômicas e veterinárias - e, também, informações econômicas, fiscais e jurídicas - confiáveis e atualizadas. ''O produtor não pode ter que dispor de grande parte de seu tempo procurando tecnologias e informações necessárias para suas atividades, então temos que oferecer a melhor equipe de profissionais, capacitados a dar esta assistência. Além disto, o fornecimento de insumos deve ser feito diferentemente de uma venda técnica. Para nós não importa a marca do que vendemos mas, sim, o custo e a qualidade do produto que se melhor encaixe à necessidade do cooperado'', explica.
A qualidade e a rapidez dos serviços prestados são importantes, segundo ele, porque o cooperado exige a máxima eficiência no atendimento quando entrega seus produtos à cooperativa. ''O produtor não pode parar sua colheita por ter seu caminhão retido na fila de descarga nos postos de recebimento'', explica Otaviano. Para atender esse ponto, a cooperativa procura manter toda uma estrutura de recebimento, beneficio, preparo, classificação e armazenamento adequados ao tamanho de suas operações, fazendo, sempre que necessário, investimentos para sua atualização.
Possuir um departamento comercial forte e competente é, para ele, óbvio. ''O produtor quer vender seu produto sempre alcançando o máximo preço possível. Além disso, quer ter a garantia de receber por aquilo que vendeu'', aponta o presidente. Nesta área, a Cofercatu trabalha de forma diferenciada: não compra produtos por um preço específico para depois comercializá-los nos mercados. ''Sempre oferecemos a opção de participação em lotes formados por diversos produtores, procurando obter no mercado o maior preço possível. Somente antecipamos a liquidação quando o produtor necessita do dinheiro urgentemente''. Segundo ele desta forma a cooperativa apenas retira do valor obtido pela comercialização os seus custos, repassando tudo o mais para os produtores.


