Coagru investe no setor secundário
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Sílvio Oricolli<BR>Reportagem Local 
A Cooperativa Agropecuária União (Coagru), de Ubiratã, no oeste do Estado, planeja investir, a partir do primeiro semestre de 2004, R$ 20 milhões no projeto do frigorífico de aves, que deve entrar em operação três anos depois. Ainda estão previstas inversões de outros R$ 18 milhões na construção das granjas e aquisição de equipamentos pelos cooperados. A informação é de Antonio Celso Coginotti, um dos responsáveis pelo escritório de desenvolvimento industrial da empresa.
Coginotti diz que o projeto carne tem por finalidade dar sustentatibilidade econômica e financeira às atividades da cooperativa, com a verticalização da produção e agregação de valor à matéria-prima. Segundo o técnico, desde novembro de 2002, 16 cooperados da Coagru fornecem 250 mil frangos para o frigorífico da Cooperativa Agropecuária Consolata (Copacol), a cada dois meses. Este volume deve chegar a 600 mil aves até o final do ano, com a integração de outros 20 a 24 associados.
A segunda fase do projeto inclui o frigorífico próprio e cerca de 240 novos aviários. A meta inicial é abater 40 mil frangos por dia em um turno de 8 horas. ''Como o sistema é modular, o volume de frangos abatidos pode ser elevado por turno, de acordo com a demanda'', esclarece, acrescentando que a intenção da Coagru é direcionar a maior parte da produção para o mercado externo.
Coginotti diz que a opção pelo frango decorre da ''tendência de aumento de consumo desta carne, por ser mais sadia e representar uma das fontes mais baratas de proteína animal. Além disso, permite transformar 400 mil sacas de milho e outras 110 mil de soja em carne. Com isso podemos sair do setor primário e partir para o secundário, o que resulta em maior valor agregado ao produto''.
A Coagru tem dois mil cooperados, 75% dos quais são pequenos, distribuídos entre Ubiratã, Campina da Lagoa, Nova Cantu e Anahy. O setor de grãos, especialmente soja, milho e trigo, e de pluma de algodão ainda são as suas principais fontes de renda. Tem ainda um moinho de trigo, com capacidade para processar 85 toneladas diárias, que produz as farinhas Anabela e Dona Lola. A expectativa de empresa é movimentar R$ 161,2 milhões, receita 30% maior que os R$ 124 milhões de 2002.


