Cidades têm histórico de bom entendimento
A disputa de brasileiros e paraguaios por emprego contraria um histórico de bom relacionamento entre as duas cidades-pólos do Oeste do Paraná e do Leste do departamento de Alto Paraná. Os 680 mil moradores da região de fronteira sempre aproveitaram a infra-estrutura e oportunidades de trabalhos em harmonia.
O sistema de saúde iguaçuense é um exemplo desse intercâmbio. Dos 8 mil atendimentos mensais registrados pela Santa Casa Monsenhor Guilherme, principal hospital de Foz, pelo menos 30% são ocupados por paraguaios, brasiguaios (agricultores brasileiros que emigraram para o Paraguai) e seus filhos nascidos no país vizinho. A dependência ocorre porque nem sempre a assistência médica é garantida em terras guaranis.
O sistema de transporte é outro bem comum na região, com a integração feita por ônibus das linhas internacionais. Outro exemplo é a ida de brasileiros à rodoviária de Ciudad del Este e ao aeroporto do município de Mingua Guazú (distante 32 km da fronteira), onde pagam tarifas mais baratas que as nacionais para viagens com destino a cidades brasileiras.
A culinária alimentação é outra influência bem difundida, seja com a sopa paraguaia (torta de mandioca e milho) ou com o tererê (bebida típica do Paraguai feita de mate gelado). Vale destacar ainda o intercâmbio cultural e o ''idioma oficial'' da região: o ''portunhol'', tentativa de fusão do português com espanhol. (A.P).





