Aproximadamente 10,6 milhões de pedras de crack foram apreendidas no Paraná desde junho de 2003, quando foi criado o Narcodenúncia, serviço que apura denúncias de tráfico de drogas e que é mantido em parceria pelas polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal. Londrina é a 9 cidade no ranking dos municípios com maiores índices de apreensão, com 353,4 mil pedras recolhidas.
A cidade fica atrás de Curitiba, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Paiçandu, Céu Azul, Foz do Iguaçu, Maringá e Ponta Grossa. Guaíra, com 346,7 mil pedras apreendidas, completa a lista dos 10 municípios paranaenses com mais apreensões.
O ''top 10'' ilustra como funciona a circulação do crack no território paranaense: esses municípios estão localizados à margem de importantes corredores rodoviários, que partem da Tríplice Fronteira - uma das principais portas de entrada do tráfico de entorpecentes no Brasil-, ou são grandes centros urbanos - portanto, polos de consumo da droga. Alguns municípios reúnem as duas características. É o caso de Londrina.
''A região de Maringá e Londrina é uma passagem para o Estado de São Paulo, por isso acreditamos que é uma rota do tráfico de drogas. E, é claro, o fato de ser a segunda maior cidade do Estado também influencia'', descreve o tenente Edivan Fragoso, coordenador estadual do Narcodenúncia.
''Em municípios menores, as apreensões são maiores porque eles estão localizados na ligação entre o Paraguai e Curitiba. Laranjeiras do Sul e Céu Azul são atravessadas pela BR-277 e possuem postos da Polícia Rodoviária Federal. Nesses locais, as apreensões ocorrem na estrada, enquanto em Londrina elas são feitas principalmente dentro da cidade.''
Segundo o coordenador, em 2012 já foram apreendidas aproximadamente 9 mil pedras de crack em Londrina. Pouco mais de 700 mil pedras foram recolhidas em todo o Paraná desde o início do ano. (Fábio Galão)

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