CFC pode ficar até 150 anos na atmosfera
O ozônio é um gás rarefeito, concentrado em camadas superiores da atmosfera, a 15 km da superfície. Ele é uma espécie de escudo, com 30 km de espessura, que protege o planeta dos raios ultravioleta do sol. O primeiro alerta sobre a redução da camada de ozônio foi feito pela Nasa, a partir de estudos feitos entre 1979 e 1986, que apontavam que o escudo vem perdendo espessura e apresenta um buraco de 31 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártida, área equivalente a 14% da superfície terrestre. A redução da camada aumenta a exposição aos raios ultravioleta, responsáveis pelo crescimento dos casos de câncer de pele e de doenças oculares.
Em 1987, cientistas identificaram o cloro, presente nos compostos de cloro, flúor, carbono (CFC) como um dos poluentes responsáveis pela redução da camada de ozônio. O CFC é usado como propelente em vários tipos de spray, em motores de aviões, circuitos de refrigeração, espuma de plástico, formas e bandejas de plástico poroso, chips de computadores e solventes usados na indústria eletrônica. Com vida útil de 75 anos, combina-se ao oxigênio existente no ozônio, decompondo-as e formando o gás cloro.
O problema do CFC é a formação do radical livre cloro, que destrói a camada de ozônio, diz o professor Daniel Melo do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressaltando que além do uso do CFC ser muito grande, seu tempo de vida no ar é muito longo. Alguns tipos duram mais de 150 anos na atmosfera e enquanto isso vão reduzindo a camada de ozônio. Quer dizer, mesmo parando de usar agora, ainda vai levar muito tempo para acabar com o produto no ar. (M.G.)





