A preocupação com o envolvimento de motoristas profissionais com as drogas levou o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem em Transporte (Sest/Senat) a lançarem atendimento de psicologia em Londrina. ''Desenvolvemos trabalhos individuais ou grupais com função preventiva e remediativa'', explica a psicóloga Naiara Costa.
A psicóloga explica que o tipo e a quantidade de droga consumida pelos caminhoneiros atendidos varia de acordo com a extensão do percurso a ser realizado, prazos e período de descanso curtos, intensidade das expectativas pessoais frente ao retorno financeiro e a habilidade para lidar com estresse e pressão. ''O álcool, o rebite, a cocaína e até mesmo o crack estão entre as substâncias mais utilizadas. Estas drogas são consumidas, inicialmente, para potencializar a capacidade do organismo em manter-se alerta, disposto e em vigília, bem como amenizar a condição de estresse e pressão'', relata.
Os prejuízos do hábito envolvem aumento dos riscos à saúde, falta de segurança no trânsito e menos qualidade de vida do usuário. ''Complicações clínicas, como hipertensão, arritmias cardíacas e o acidente vascular cerebral são outros exemplos'', diz. No campo comportamental, a psicóloga esclarece que podem ocorrer picos de ansiedade, agitação, comportamentos agressivos, sintomas paranóides e alucinações.
Sindicato
Carlos Roberto Dellarosa, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina e Região e vice-presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros, defende que o uso de drogas entre os profissionais é um problema pessoal de cada um e não uma questão de toda a categoria. ''A droga está em toda a sociedade, não é específica dos caminhoneiros'', reforça.
Ele afirmou, também, que as pessoas que dizem ter que usar drogas para enfrentar a estrada são ''mentirosas''. ''O sindicato defende que os motoristas parem para descansar à noite. É possível trabalhar sem ter que recorrer a qualquer substância'', garante.(C.A.)

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