O Estado não conta com estatísticas de crimes relacionados à quebra de confiança entre parentes ou pessoas conhecidas, mas com frequência casos deste tipo ganham as páginas policiais dos jornais. Entre os mais recentes está o latrocínio do empresário do ramo de materiais de construção José Luiz de Souza, proprietário do Depósito São Marcos, de Londrina, em março deste ano. Gravações telefônicas, obtidas no decorrer das investigações policiais, indicaram que uma adolescente, ex-funcionária da empresa, teria idealizado a ação criminosa, identificando a movimentação financeira da loja e planejando o roubo.

Em junho de 2004, outro caso ficou marcado na memória dos londrinenses. O empresário Ciro Frare, dono de uma rede de concessionárias de veículos em Maringá, Curitiba e Londrina, foi morto com cinco tiros, dentro da sala da direção da empresa, no Centro da cidade, por Ibrahin José Barbino, então diretor da empresa e considerado o braço direito de Frare. Ambos trabalharam juntos por 35 anos. Barbino, réu confesso do assassinato do ex-amigo, vinha sendo acusado de subtrair R$ 3,7 milhões da rede de concessionárias e morreu em 2011 por insuficiência respiratória provocada por uma pneumonia, antes de ir a júri popular. (S.L.)

mockup