Caps evita internação
Dentre as frentes da filosofia do Caps está evitar a internação, permitindo que o paciente de doença psiquiátrica continue em sociedade enquanto participa da rede integrada de serviços ofertada para o tratamento. O Caps em Londrina é referência para várias regiões do Estado e oferece quatro modalidades de atendimento: ambulatorial com oficinas terapêuticas, atendimento-dia, internação - com leitos de curta permanência (até sete dias)- e pronto-atendimento 24 horas.
Segundo dados repassados pela diretoria de Saúde Mental do município, em 2012, somente no Caps III (saúde mental), 5.303 pessoas foram atendidas, mantendo uma média de 440 pacientes por mês. "O objetivo é que o paciente não seja tratado apenas na emergência, mas acompanhado durante todo o processo. Neste período, a família também recebe acompanhamento para aprender a lidar com a situação", diz a gerente de Saúde Mental, Angela Lima.
Informações do Ministério da Saúde (MS) mostram que o Paraná conta com uma rede de atendimento composta por 105 Caps com capacidade para 550 mil atendimentos/ ano, além de leitos em três municípios: Curitiba, Maringá e Prudentópolis. De 2002 a 2011, o MS ampliou em três vezes os recursos para a assistência em saúde mental passando de R$ 620 milhões para R$ 1,8 bilhão ao ano. Esses recursos também são utilizados para o atendimento de dependentes químicos.
Ainda de acordo com o MS, em 2012 o Paraná aderiu ao programa "Crack, é Possível Vencer". Dentro deste trabalho, foram destinados para Londrina R$ 9,3 milhões para a construção de dois Caps; duas Unidades de Acolhimento Adulto; duas Unidades de Acolhimento Infanto-juvenil e 30 leitos de saúde mental em hospital geral. A previsão é que o município receba 110 novos leitos habilitados para o programa até 2014, sendo 30 deles especializados, 20 nos Caps e 60 nas Unidades de Acolhimento (Infantil e Adulto).
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Londrina, também atende diversas chamadas com relação a surtos e crises psicóticas. Conforme o médico Leandro Pereles, independentemente da patologia, todos os chamados são atendidos. "Há muitos casos de surtos por intoxicação de drogas ou abstinência. Nesta situação, avalia-se a condição do paciente para ser levado a um pronto-atendimento de referência que tenha psiquiatra de plantão", resume.
Não é incomum, de acordo com ele, que o paciente apresente comportamento agressivo. "Se isso coloca a vida do profissional em risco, temos que chamar a polícia para a imobilização. Tentamos evitar, ao máximo, a sedação do paciente para que o plantonista possa avaliar seu estado." (M.T.)





