Cai mortalidade por infecções
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
Mesmo com redução gradativa, o índice de mortalidade por doenças infecciosas no mundo ainda preocupa. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), dos 52 milhões de mortos em todo mundo, em 1997 (último relatório divulgado), 17 milhões foram por doenças infecto-contagiosas. Isso representa 33% do total de mortos naquele ano. Avaliação da OMS aponta que, erradicando-se apenas sete das doenças (entre elas hanseníase, sarampo e doença de Chagas), a taxa de mortalidade seria reduzida em 1 milhão. No Paraná, o índice se manteve instável nos últimos cinco anos avaliados pelo Ministério da Saúde, mas apresentou redução.
Entre 1995 e 1999 (último relatório divulgado pela Ministério da Saúde), o coeficiente de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias no Paraná apresentou mudanças significativas. O índice é avaliado pelo número de mortalidade por doenças transmissíveis para cada grupo de 100 mil habitantes.
Em 1995, foram 20,65 mortes por essas doenças num grupo de 100 mil pessoas. Esse coeficiente subiu para 26,23 mortes em 100 mil no ano seguinte. A partir de 1997, a taxa de mortalidade começou a cair, embora algumas doenças tenham apresentado maior incidência. Em 1998, o coeficiente ficou em 23,44 e, em 1999 caiu para 22,98.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, o número está dentro do patamar de normalidade. O Brasil apresenta um coeficiente médio de mortalidade de 24,81. O Paraná fica na média de 20. Seria desejável que esse número fosse menor, mas nós compensamos com a erradicação de algumas doenças, como o sarampo, justificou. (K.M.)


