Senta aí que eu vou te contar uma história. Ela começa não se sabe ao certo. Provavelmente teve início quando o homem, cansado, resolveu sentar em algum lugar que não fosse o chão. Começava então a ser criada a idéia da cadeira.
As cadeiras mais antigas que se tem registro construídas pelo homem são na verdade bancos desmontáveis, de suporte em X, ainda utilizado em nossos dias. Esses bancos, que datam da Antiguidade, geralmente tinham seus assentos em madeira ou revestidos de couro ou junco, mas não eram lá muito confortáveis, já que não possuiam encosto.
Campeões em conforto no hábito de sentar foram os egípcios. Suas cadeiras, que ganharam uma inovação importante, o encosto, foram sofrendo muitas modificações entre os anos 3000 a 200 a.C.. Essas cadeiras em sua grande maioria, tinham entalhes (geralmente eram talhadas na madeira figuras de cabeças de leões, crocodilos e touro) e braços, onde o homem podia repousar os seus.
Ainda na Antiguidade, na Grécia (berço de um pensamento artístico e cultural que norteou toda a civilização ocidental), as cadeiras ganharam status de obras de arte decorativas. Os gregos antigos abusaram de materiais como bronze, mármore, prata, ferro e, é claro, muitas incrustações de ouro nas peças. Essas cadeiras traziam como novidade o encosto curvo, bem mais confortáveis que as suas antecessoras.
Esse conforto todo durou somente até a Idade Média. Nesta época de redenções, pecados e muitos castigos, a Igreja ditava a moda. E conforto não era visto com bons olhos. As cadeiras eram duras, desencorajando que as pessoas ficassem muito tempo sentadas. É na Idade Média que se desenvolve e floresce o estilo Gótico. As cadeiras são extremamente entalhadas, com estruturas feitas em pesada madeira, com assentos revestidos em couro.

mockup