Cabeleireira reduz preços e amplia salão
O setor de beleza é um dos que mais sofrem com a retração da economia. Afinal, em tempos de orçamento apertado, manicure, cabeleireiro, depilação e outros serviços são os primeiros a ser cortados da "cesta de consumo" das famílias.
A cabeleireira Márcia Lopes Garcia está na área há 12 anos e conhece esta realidade. Por isso, para evitar a queda no faturamento do salão, adotou uma estratégia ousada: ampliou o negócio para trabalhar com mais profissionais, baixar os preços e ganhar na quantidade de serviços realizados. "Apareceu a oportunidade de alugar uma sala maior e a gente aproveitou. Éramos em quatro profissionais e agora estamos em sete", diz.
O chamariz do salão é o trabalho das manicures, que de segunda a sexta-feira cobram R$ 20 para cuidar das mãos e pés das clientes. "Quando reduzimos o preço, o movimento aumentou. As pessoas não estavam vindo por motivos financeiros", analisa.
Márcia vai conseguir manter o preço promocional até outubro. Isto porque, diante da expressiva alta no preço dos cosméticos, o valor cobrado quase não garante os custos. "Alguns itens aumentaram quase 50%. Tentamos economizar, fazemos trocas por marcas mais acessíveis, mas nem sempre é possível."
Na base do controle financeiro, ela comemora vitórias na vida pessoal, apesar da conjuntura econômica. Além da ampliação do salão, que era "um sonho antigo", ela comprou um carro no início do ano. "Foi uma vitória que não consegui realizar em épocas melhores", avaliou.
Na rotina doméstica, ela e o marido fizeram alguns cortes para manter os gastos sob controle. Comer fora todos os dias, por exemplo, foi um hábito que ela abandonou. "Trago comida de casa e como no salão. No supermercado, estou comprando apenas o necessário."
Ciente de que as crises são passageiras, Márcia garante que tenta melhorar os serviços prestados independentemente da conjuntura econômica desfavorável. "Quando aparece uma oportunidade, procuro me associar a ela", diz. (C.A.)





