Brasileiros abusam de psicotrópicos
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sábado, 24 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
A vida estressante dos grandes centros urbanos, as pressões de um mercado de trabalho cada vez mais concorrido, a superficialidade das relações e a busca por soluções imediatas para os problemas são ingredientes de uma perigosa receita. O resultado, em muitos casos, são altos níveis de ansiedade e angústia, que exigem disposição e trabalho para serem resolvidos. Quando esta disposição não existe, ou quando não há tempo para tratar o problema na origem, os mais variados artifícios de ''alívio'' são adotados, entre eles o uso de medicamentos.
Segundo dados divulgados no mais recente Boletim de Farmacoepidemiologia do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2010 foram consumidas mais de 25,6 milhões de caixas de psicotrópicos formulados com os cinco princípios ativos de maior consumo do País atualmente (clonazepam, bromazepam, alprazolam, fenobarbital e amitriptilina).
Só de formulações industrializadas com clonazepam, entre eles o Diazepam, foram quase 10,6 milhões de unidades físicas dispensadas (UFD). Atualmente, praticamente todas as farmácias e drogarias do País estão credenciadas no SNGPC.
''Vivemos em uma sociedade absolutamente consumista e que busca soluções rápidas. Em vez de procurarmos acabar com a fonte do estresse, de nos fortalecer, preferimos tomar um comprimido que traga alívio imediato. O problema é que ficamos reféns deste tipo de solução, torna-se um círculo vicioso. A linha que separa este caminho e a dependência é muito tênue'', alerta o psicólogo, psicoterapeuta e professor do curso de Psicologia da PUC/São Paulo, Antonio Carlos Amador Pereira.
Leia mais na reportagem de Silvana Leão


