Boate era considerada modelo em segurança
Londrina As causas do incêndio que consumiu a Mansão Palhano ainda são investigadas pelos peritos do Instituto de Criminalística, mas segundo o tenente Rodrigo Costa, a boate tinha todos os documentos necessários para o funcionamento. A estrutura era considerada modelo para os demais estabelecimento do gênero de Londrina.
Inaugurada em 2010, a casa de shows tinha capacidade para 1,1 mil pessoas. Logo após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 pessoas em janeiro de 2013, os proprietários fizeram reformas para diminuir os riscos de incêndio. A principal medida foi a adoção de materiais de acabamentos e revestimentos dentro das normas exigidas pelo Código de Segurança contra Incêndio e Pânico. A legislação estadual vigente há três anos, sofreu alteração após a tragédia que tornou mais rígida a fiscalização nestes materiais.
Um dos consultores da Mansão Palhano, Carlinhos Grade, comentou que os administradores tomavam precauções acima do exigido pelas autoridades. Ele acredita em fatalidade, mas diz aguardar o laudo da perícia para saber o que ocorreu.
Com todos os itens em acordo com a fiscalização, os bombeiros acreditam que dificilmente uma tragédia como a da boate gaúcha poderia se repetir. "Na boate Kiss não havia nem placas de sinalizações que indicavam a saída. Os relatos são de escadas humanas formados por corpos empilhados no banheiro, onde acreditavam ser a rota de fuga", lembrou Costa. Sobre possíveis causas na Mansão Palhano, Costa informou que apenas a perícia poderá apontar com precisão.
Mesmo sem estatísticas que comprovem a eficácia do Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, o tenente Costa enxerga um grande avanço nos últimos anos. "As leis ficaram mais rígidas e muitos estabelecimentos tiveram que se adaptar. Já os projetos nem saem da planta se não cumprir as exigências", observou. O Corpo de Bombeiros de Londrina conta com oito profissionais para fazer as vistorias. O prazo para a realização do procedimento é de 30 dias a partir da solicitação. (C.F.)





