BELEZA IDEALIZADA - Insistência das meninas convence médicos e pais
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sábado, 19 de outubro de 2013
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
Antes mesmo do final da adolescência, a produtora de moda Marina Baltazar Fortuna se submeteu a três cirurgias plásticas. A primeira delas, aos 15 anos, foi uma lipoaspiração. Já aos 16, fez uma cirurgia no nariz e colocou prótese de silicone.
Marina conta que sempre foi magrinha, mas não se sentia confortável com a barriguinha que teimava em aparecer sobre o biquíni. "Eu tinha bastante complexo, só nadava de camiseta", recorda. Por isso, os pais resolveram autorizar a lipoaspiração a despeito da idade da filha. "Meus pais não são a favor de grandes transformações, mas não veem problemas em fazer plástica se for para melhorar", diz ela, que gostou do resultado desta primeira experiência. "Me senti muito bem, porque estava na fase de querer ficar bonita. Tenho outras amigas que fizeram, acho natural", acrescenta.
Sobre as cirurgias realizadas posteriormente, de nariz e silicone, ela admite que não eram "extremamente" necessárias. "Não tinha nenhum complexo, mas fiz para ficar melhor e gostei do resultado", conta. Apesar de ter se submetido ainda bem jovem aos procedimentos, ela garante que não tem intenção de fazer novas cirurgias. "Me sinto ótima do jeito que sou. Minha única preocupação é manter os resultados", diz.
Já a estudante Giovanna Laís Furlan, de 21, não teve tanta facilidade para convencer os pais de que precisava de um implante de silicone. Ela não se sentia satisfeita com o tamanho dos seios desde o início da adolescência. "Sempre pedia à minha mãe para colocar silicone, mas ela não aceitava, achava que haveria riscos e que eu poderia me arrepender", recorda.
A autorização só veio depois que Giovanna completou 18 anos. "Minha mãe continuou achando que eu era muito nova, mas conversamos bastante e ela entendeu que eu não ia desistir", diz. As duas, então, procuraram um médico a partir de indicações de parentes que também tinham feito o procedimento. "O próprio médico foi supercauteloso, me aconselhou a esperar mais um pouco antes de tomar a decisão. Fui eu quem insisti muito", admite.
A estudante lembra que chegou a ser submetida a um certo "terrorismo" por parte do profissional, que alertou sobre os riscos cirúrgicos, a possibilidade da prótese encapsular e precisar ser retirada e até mesmo a probabilidade de aparecerem estrias. "Mas eu estava certa da decisão. Gostei muito do resultado e faria de novo se fosse preciso", enfatiza.
Giovanna conta que a autoestima melhorou após a colocação das próteses. "Eu era neurótica, não gostava de usar biquíni, vestidos ou roupas decotadas. Hoje em dia não me preocupo mais com o tipo de roupa que vou vestir", afirma. Até a mãe, que no início tentou demovê-la da ideia, gostou do resultado. "Hoje ela acha que foi a melhor decisão", conta.


