Bancos públicos renovam esperança
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sábado, 22 de setembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Entre os avanços da medicina, o uso de células-tronco no tratamento de algumas doenças, como cânceres sanguíneos, renova a esperança da população mundo afora. Ainda há um longo caminho pela frente nas pesquisas, mas, hoje, transplantes via material da medula óssea e sangue do cordão umbilical e placenta são procedimentos comprovados e com alto índice de sucesso. Além das pesquisas, a expansão significativa do número de doadores e a implantação de bancos públicos de sangue do cordão umbilical são fundamentais e contribuem para os resultados positivos.
Bastante difundidos pelo mundo, os bancos públicos de sangue do cordão umbilical começaram a ser implantados no Brasil apenas em 2004, por meio da rede BrasilCord, ligada ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) e integrada ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Atualmente, a rede conta com 15 mil unidades de sangue armazenadas provenientes dos 17 bancos espalhados pelo Brasil, principalmente nas capitais. No Paraná, apenas Curitiba é contemplada com o serviço, que começou em dezembro de 2011.
Embora a rede tenha aumentado a disponibilidade de material genético, os bancos públicos ainda esbarram em algumas dificuldades, sobretudo na falta de recursos humanos. No Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que realizou a primeira coleta em janeiro deste ano, há apenas dois profissionais habilitados para as atividades em toda a cidade. O HC possui convênio com uma maternidade em Curitiba, onde são realizados partos de baixo risco, e há possibilidade de coletar o sangue do cordão umbilical.
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