BALANÇO PRÉ-COPA - Para Foz, uma mídia de preço incalculável
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sábado, 24 de maio de 2014
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Para receber a delegação da Coreia do Sul, Foz do Iguaçu teve que correr contra o tempo. Mas duas semanas antes da chegada dos ilustres visitantes, a avaliação é que o esforço e os investimentos feitos serão multiplicados com a visibilidade adquirida pela cidade em todo o Brasil e no exterior.
Segundo Gilmar Piolla, presidente do Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu (Fundo Iguaçu) e superintendente de Comunicação da Itaipu Binacional, até o final do ano passado Foz não tinha recebido os recursos esperados do governo federal para a reforma do Estádio Pedro Basso (também conhecido como campo do Flamengo). Em dezembro foi criado o Fundo Iguaçu, que assumiu o desafio, fechando parceria com o Flamengo Esporte, clube amador da cidade. Este, por sua vez, firmou convênio de patrocínios com a Itaipu Binacional.
Em menos de seis meses, R$ 3 milhões foram levantados e investidos em uma série de obras que fizeram o Pedro Basso sair da condição de modesta praça esportiva que abrigava jogos de futebol amador e tornar-se um moderno centro de treinamento (CT) para os sul-coreanos. "Foram muitas negociações com fornecedores", revela Piolla.
O Centro de Treinamento ganhou praticamente tudo novo: iluminação, alambrados, vestiários, sala de fisioterapia, sala de apoio e academia, além das reformas nos banheiros, no ginásio de esporte e na escola pública que fica junto ao complexo. Vários equipamentos, no valor de R$ 150 mil, também foram cedidos pela Fifa e ficarão para o Centro. "Até as calçadas no entorno foram refeitas e a rua de acesso ganhou novo asfalto", observa o presidente do fundo, lembrando que toda esta estrutura poderá ser utilizada nos próximos anos pela comunidade e para receber grandes clubes em pré-temporadas. "Em 2016 também teremos condições de receber equipes olímpicas", planeja.
Para Piolla, para ter o mesmo retorno, seria preciso investir "umas 100 vezes mais" em publicidade. "Esta é uma mídia que não tem preço. A expectativa, para se ter uma ideia, é de receber 150 jornalistas coreanos e cerca de 100 jornalistas de outras nacionalidades, inclusive brasileiros, além dos turistas." O presidente do Fundo Iguaçu afirma ainda que como grande parte dos insumos foi adquirida a preço de custo, o Pedro Basso é hoje o centro de treinamento da Copa mais barato do Brasil.
O presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Foz do Iguaçu, Paulo Angeli, concorda que a estadia de uma das 32 seleções do Mundial é um fato de valor "incalculável" para o setor turístico da cidade. "Imagine dezenas de veículos da Ásia divulgando imagens do nosso destino, falando das nossas atrações? Será algo fantástico e acreditamos que isso tenha um impacto no fluxo de visitantes num futuro próximo", afirma. A exemplo de Gilmar Piolla, Angeli ressalta que a modernização da estrutura do Pedro Basso vai ficar e será um atrativo para que grandes times venham até a fronteira realizar pré-temporadas.
Angeli acredita que a subsede não enfrentará gargalos. Para ele, Foz do Iguaçu é um destino reconhecido pela qualidade e hospitalidade na recepção, inclusive com premiações nacionais, e tem experiência em grandes eventos. "O aeroporto recebeu investimentos de mais de R$ 70 milhões com a ampliação do terminal e com o recape da pista", lembrou.
A seleção da Coreia do Sul chega à cidade no dia 11 de junho. Na primeira fase do Mundial enfrentará a Rússia, em Cuiabá (dia 17); a Argélia, em Porto Alegre (dia 22); e a Bélgica, em São Paulo (dia 26).


