Avaliação positiva cai 13,5 pontos percentuais
De forma geral, considerando trechos privatizados e não privatizados, as rodovias do Paraná pioraram significativamente entre a avaliação da Confederação Nacional do Transporte (CNT) referente a 2012 e a de 2013. A soma de notas "bom e ótimo" caiu de 62,8% para 49,3%. A pesquisa avaliou 5.879 quilômetros de uma malha total de 19.366 quilômetros, sendo 4.865 (82,7%) de pistas simples de mão dupla.
Na pesquisa referente ao ano passado, apenas 27,2% do pavimento foi considerado perfeito. Outros 46,8% foram avaliados como desgastado; 23,4% com trinca/remendos e 2,6% com aprofundamento/ondulações/buracos. Ainda foi apurado que 55,7% da faixa central e 53,5% das laterais estão com a pintura desgastada.
Coordenador de Estatística e Pesquisa da CNT, Jefferson Cristiano diz que a situação do Paraná segue a tendência nacional nos últimos anos. Segundo ele, é preciso analisar situações sazonais. "Alguns fenômenos, como o excesso de chuva num determinado período, pode fazer a avaliação das estradas cair temporariamente", alega.
Em nota enviada à reportagem, a Secretaria Estadual da Infraestrutura e Logística (Seil) apresentou esta justificativa. "Durante o ano de 2014, as rodovias paranaense sofreram com as fortes chuvas. Foram mais de 42 pontos em todo o Estado afetados." A assessoria também sustenta que houve atraso no repasse do Programa de Apoio aos Investimentos dos Estados (Proinvest), pelo governo federal.
"De 2011 a 2014, foram investidos R$ 860 milhões no maior programa de manutenção e conservação de rodovias. No programa, cerca de 12 mil quilômetros de rodovias recebem serviços para melhorar a condição do asfalto, chão batido e visibilidade dos usuários", ressalta a Seil. Com o programa de manutenção e obras de duplicação, pavimentação, trincheiras, passarelas, terceiras faixas e projetos, o investimento na malha rodoviária, de acordo com a Seil,chegou a R$ 3,43 bilhões.
Para o coordenador da pesquisa, o governo federal tem investido pouco nas rodovias. "Neste ano temos R$ 11 bilhões para as estradas, mas até novembro, a União tinha investido apenas 67% deste valor", afirma, ressalvando que o orçamento ainda é insignificante para as necessidades brasileiras neste setor. "Estudo da CNT mostra que precisamos de R$ 293 bilhões para resolvermos os problemas de infraestrutura nas estradas. Gastando anualmente R$ 8 bilhões, levaríamos 35 anos para resolver", estima. (N.B.)





