Avaliação de eficiência não foi regulamentada
O professor Jailton Macena de Araújo aponta que muitos aprovados em concursos não enxergam a estabilidade como uma prerrogativa para o trabalho no setor, mas sim como um "mero privilégio", o que gera morosidade, burocracia e ineficiência na prestação de serviços por parte do Estado.
Segundo o professor, essa situação é fomentada pela ausência de mecanismos efetivos de análise do trabalho. "A estabilidade dá uma certa independência ao servidor, na medida em que ele não tem que se sujeitar a desmandos. Por outro lado, por não haver um controle efetivo sobre o que ele produz, a qualidade e os resultados do seu trabalho, ele pode se acomodar", alerta. "O cidadão precisa ser encarado como um cliente pela administração pública."
Em 1998, uma emenda incluiu na Constituição Federal o princípio da eficiência na administração pública, mas o professor lembra que nunca foi regulamentada uma forma de avaliação.(F.G.)





