Campo Mourão tem apenas dois postos de combustíveis que nos finais de semana se tornam ponto de encontro dos jovens. Mas é o suficiente para incomodar as autoridades locais. O assunto vem sendo discutido desde o ano passado. Até agora, no entanto, ninguém encontrou uma solução para o ‘‘problema’’. A maior preocupação é o fato de parte dos jovens ficar fumando ao lado das bombas de gasolina.
A discussão do problema envolve Ministério Público, prefeitura, Juizado de Menores, Conselho Comunitário de Segurança e os donos dos postos. O empresário João Breschiliare, dono do posto que mais atrai jovens, no centro de Campo Mourão, admite que o risco é ‘‘grande’’, mas diz que não há o que fazer. ‘‘Precisaria contratar 10 seguranças para impedir que os jovens fiquem no posto’’, explicou.
O comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, Nélson João Casaroli, alega que não tem condições de manter homens de plantão nos postos de gasolina. ‘‘O assunto nos preocupa, mas não temos efetivo para isso’’. Mesmo assim, a PM vem procurando manter rondas nas proximidades dos ‘‘points’’ para evitar que a presença dos jovens vire ‘‘arruaça’’. A preocupação aumenta porque os postos ficam ao lado de uma distribuidora de gás.
O Conselho Comunitário de Segurança chegou a discutir a possibilidade de se criar locais específicos para a aglomeração dos jovens, mas a idéia não foi adiante. ‘‘Jovem é rebelde. Se definirmos um ponto de encontro, daí é que eles não vão a esse local’’, disse o juiz James Hamilton de Oliveira Macedo. Ele defende a realização de uma campanha de conscientização para que os jovens deixem de fumar nos postos de combustíveis.

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