Audiência pública define diretrizes para plano global
Autoridades e representantes da sociedade civil definiram 14 diretrizes para a elaboração de um plano global no combate às drogas em Londrina.
A iniciativa foi tomada durante uma audiência pública, realizada na noite de quarta-feira, convocada pela Câmara de Vereadores justamente pelo fato do tema ser trabalhado na Campanha da Fraternidade 2001.
O objetivo, segundo a vereadora Márcia Lopes (PT), é tratar o tema com uma política social pública. As drogas são uma doença social e precisam ser tratadas como tal.
O alvo principal de todo o trabalho é a educação, com ações que visam a informação, o atendimento de casos, criação de rondas voluntárias nas áreas próximas às escolas para o combate aos núcleos de tráfico.
Foi definido também a estruturação para o funcionamento da já criada Delegacia de Entorpecentes e a criação do Conselho Municipal de Entorpecentes.
A efetivação das diretrizes, afirma a vereadora, se inicia com a criação do Fórum Permanente, onde serão formadas as comissões de trabalho. Foi solicitado também um levantamento dos prédios abandonados que foram transformados em mocós, usados para o consumo e ponto de entrega de drogas pelos traficantes. Com os dados, a prefeitura deverá exigir providências dos proprietário para os imóveis ou até a demolição dos mesmos, conforme propõe a vereadora.
Márcia Lopes destaca que há na cidade ações que visam a prevenção e o combate do uso de drogas, além de casas que trabalham a recuperação. Mas a vereadora ressalta que são ações isoladas e não contínuas, quando o problema exige o envolvimento de toda a sociedade em programas conjuntos.
Em artigo nas páginas amarelas da revista Veja da semana passada, o presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, diz que a droga é um problema mundial. O tráfico é considerado o segundo negócio do mundo e pode render 500 bilhões de dólares. Por isso, o combate tem que envolver todos. Sem o cultivo nos países latinos e a produção dos insumos químicos que vêm da Europa não teria mais a droga, opinou. (C.G.)





