Atendimento complexo e baixa remuneração motivam desinteresse
A geriatra Débora Lopes lista alguns outros motivos que ajudam a explicar o aparente baixo interesse dos formandos em medicina em optar pela geriatria. Um deles é que o envelhecimento populacional, segundo ela, ainda não é levado a sério no País. "O idoso é um paciente difícil por ter diversas doenças, muitas queixas e a proximidade da morte assusta muitos profissionais. É necessário ter paciência, conhecer o paciente como um todo, valorizar aspectos como bem estar, tristeza e valores individuais", aponta.
A remuneração também acaba desestimulando os futuros médicos. "A geriatria é uma especialidade principalmente ambulatorial, as consultas são sempre demoradas, de 30 a 60 minuto, e os convênios pagam pouco", esclarece.
Estatuto
Recente, mas não tão novo assim a ponto de não ser aplicado em sua totalidade, o Estatuto do Idoso determina no artigo 15, no capítulo dedicado ao Direito à Saúde, que "é assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio do SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos". O parágrafo primeiro do mesmo artigo também estabelece que a prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. A lei é de 2003. (D.P.)
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