Astrologia prevê tensão em 2014
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domingo, 29 de dezembro de 2013
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Os protestos, revoltas e questionamentos que marcaram 2013 devem ser intensificados em 2014. A exemplo do ano que termina, o ciclo que está prestes a começar será movido por uma energia de briga e de tensão com estruturas estabelecidas. É o que indica a astrologia, com base na previsão das condições energéticas que movimentam os planetas.
Embora nem todos acreditem na influência destas energias e mantenham um pé atrás diante desta área de conhecimento, coincidências relacionadas a fatos anteriores confirmam esta possibilidade: os atuais aspectos planetários indicadores de tensões são os mesmos registrados à época de importantes fatos históricos, como a pré-Revolução Francesa. Naqueles tempos, assim como agora, Plutão passava pelo signo de Capricórnio e Urano por Áries.
"Isso cria um ângulo de relação tenso entre os dois planetas, gerando forças de transformação radicais no campo individual e no coletivo. Plutão é a energia que muda as coisas repentinamente, traz surpresas, tem a ver com tecnologia. Urano em Áries tem a ver com as catástrofes climáticas e também com a energia que leva ao desejo de mudanças", afirma a filósofa, artista gráfica e estudiosa de Astrologia Vanira Codato. Ela ressalta, porém, que embora sejam forças poderosas, não são necessariamente ruins. "O que podemos afirmar é que são forças capazes de levar as pessoas a se posicionarem e a brigar pelo que querem."
Vanira faz estudos em astrologia há cerca de 30 anos e esclarece que esta área do conhecimento não antevê fatos, mas interpreta as condições energéticas do momento e como elas poderão influenciar as pessoas. "A forma como cada um vai lidar com estas energias é que vai determinar uma época boa ou ruim. Temos o livre arbítrio", diz. "Nossa obrigação, neste momento, é aceitar que temos que promover transformações no mundo usando bem esta energia. Cada um terá que decidir a melhor forma de fazê-lo. Precisaremos ter muita paz de espírito para lidar com este momento", completa.
Futuro
A filósofa Vanira Codato é uma entre muitos brasileiros que descobriram o interesse pela astrologia e passaram a estudar o assunto por conta própria. Nas últimas décadas, ela mergulhou em livros e pesquisas relacionadas ao assunto. Desde o início percebeu tratar-se de uma fonte inesgotável de conhecimento. "Não se aprende astrologia em um workshop de fim de semana, demanda anos de estudo."
É justamente esta necessidade de muitos e aprofundados estudos para começar a desvendar os mapas astrais que causa certa preocupação nos astrólogos de hoje. "Os jovens atualmente têm interesse sobre muitas coisas, mas é um interesse superficial. Não dá para afirmar que a astrologia vai continuar existindo nos séculos futuros, mas sabemos que sempre existirão pessoas interessadas em coisas que não estão, necessariamente, na moda", observa Vanira.
Uma esperança, lembra a estudiosa, está nas muitas áreas pesquisadas. "O estudo da astrologia como consulta individual é algo recente na história da humanidade. Mais recente ainda é o seu uso nas áreas de aconselhamento profissional, de relações entre sócios, casais, departamento pessoal, aconselhamento empresarial." Junto com o leque maior de possibilidades, a astrologia passou a sofrer influência da tecnologia. Um mapa astral que podia levar horas para ser feito manualmente, agora é disponibilizado em minutos por programas de computador, para que o astrólogo o interprete. E há até quem o faça a distância.
Aos 63 anos, Vanira não é adepta de métodos tecnológicos que dispensem a presença física do outro. "Acho que o que mais dá ao astrólogo a capacidade de interpretar um mapa é a energia da pessoa, a interação ali existente." Ela reconhece, porém, que a tecnologia bem utilizada é um caminho sem volta. "Faz parte da revolução uraniana", constata.
Thais Nascimento Pettinari, de 27 anos, também transita bem entre a tradição dos livros, que ela devora desde a adolescência, e as possibilidades oferecidas pelas novas ferramentas. "A internet veio para facilitar a troca de informações e intensificar o conhecimento, embora só os livros ofereçam conteúdo mais eficiente", reconhece. De acordo com Thais, a maioria dos astrólogos ativos atualmente utilizam os sites para fazer mapas para fins "mais corriqueiros". Para consultas marcadas, diz ela, muitos utilizam o software Pegasus, que apresenta maior detalhamento/precisão e personalização dos mapas.
Formada em Artes, Thais sonha em viver de sua grande paixão, que é analisar a combinação dos mapas natais (como se fosse a fotografia do céu, com a posição dos planetas no momento em que cada um nasceu) com os trânsitos dos planetas. "A linha astrológica que mais estudo é a astrologia psicológica, por isso conheço mais acerca da personalidade das pessoas do que de previsão de eventos, que é a astrologia védica", esclarece. Enquanto o esperado momento de viver só de astrologia não chega, Thais ganha a vida como designer gráfico e de produtos. Nas horas vagas, interpreta mapas astrais de amigos, conhecidos e amigos de conhecidos, cobrando um valor simbólico para investir em seus estudos.


