Associação reúne aficionados por ferrovias
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sábado, 15 de setembro de 2001
Karina Yamada 
À primeira vista, o modelismo pode parecer uma brincadeira de gente grande que gosta de colecionar reproduções reduzidas de figuras reais. Mas a prática mostra ser muito mais que isso e o modelismo vem conquistando cada vez mais adeptos. No caso da família Dias, de Londrina, pai e filho foram fisgados. O bancário aposentado Manoel Dias, 51 anos, descobriu o ferreomodelismo ainda garoto. ''Desde os 15 anos pratico e sempre gostei dessa modalidade porque é mais abrangente. Tem movimento próprio, retrata épocas distintas e obedece escalas padrões'', conta.
O filho, Fábio, publicitário de 26 anos, optou pelo plastimodelismo com automóveis, aviões e modelos militares. Aprendendo e praticando com o pai desde os sete anos, Fábio hoje tem orgulho de sua coleção 007. São 20 modelos, reproduções de automóveis baseadas em fotos e cenas dos filmes de James Bond.
Apesar do interesse de Fábio pelo modelismo, quem se dedica mesmo é o pai. Por causa da dimensão das maquetes, Manoel Dias teve que arrumar um local adequado para montá-las fora de casa. A saída foi entrar para a ALLfe (Associação Ludo Londrinense de Ferreomodelismo), um clube que desde abril reúne seis associados. Lá, eles aprendem de tudo um pouco na construção das ferrovias em miniatura. ''Começamos pelo cavalete, passando pelo cenário, montagem dos trens até chegar à iluminação'', conta.
Sob o slogan ''100% anti-estresse'', o ALLfe é o lugar que os ferreomodelistas procuram para criar e relaxar. Em breve, o clube começa a montar sua primeira maquete, de 20 metros quadrados, que levará dois anos para ficar pronta.
Sócio-fundador do ALLfe, o arquiteto e designer Christian Steagall é outro apaixonado por ferrovias. O que o fascinou foi saber que a modalidade pode ser uma prática também para sua profissão: ''Todo arquiteto é meio modelista porque trabalha com maquete e com escalas reduzidas''.
Além disso, Steagall tem o prazer de fazer em miniaturas o que ele gosta de apreciar na vida real. Nos fins de semana, os sócios do ALLfe saem para passear em trens cargueiros. ''Fazemos isso para ver o cenário real. A gente vai conhecer pátios ferroviários, pára para olhar o trem passar... estamos sempre conectados para poder criar nossos modelos''. O arquiteto pratica o ferreomodelismo há um ano. Ele dedica três vezes por semana à noite para se unir aos colegas e montar suas estações de trem. (J.S.)


